O livro “Fado e Tauromaquia no Século XIX” de António Manuel Morais, edição de 2003, está registado, sem cota atribuída na B.P.M.P, na Base Nacional de Dados Bibliográficos – PORBASE.
No serviço de leitura da BPMP requisitei o referido livro no passado mês de Maio. Algum tempo depois fui informado, pela funcionária de serviço, que o mesmo ainda não estava disponível. Solicitei-lhe que me dissesse quando poderia estar disponível. A funcionária telefonou para alguém com quem dialogou durante breves minutos. Após conclusão do telefonema informou-me que deveria voltar requisitar o livro dali a duas semanas.
Aguardei que passassem as duas semanas aconselhadas e voltei a requisitar o livro. Nada! O livro ainda não está disponível. A funcionária que me atendeu, desta vez, revelou-se muito atenta e preocupada. Sabendo das diligências que eu tinha efectuado, decidiu indagar acerca da possibilidade de o livro existir na Biblioteca Almeida Garrett. Telefonou, mas nada! O livro só existe em Lisboa, Coimbra e aqui, disse-me. Agradeci…
Dirigi-me à Dr.ª Paula, informei-a do que se estava passar e pedi-lhe que me acudisse. Mas, o resultado foi, mais uma vez, um lamento: lamento mas nada posso fazer. A Dr.ª. Paula é uma profissional simpática, compreensiva e colaborante. Foi a primeira vez que me disse que nada podia fazer.
Após todas as diligências efectuadas só me restava uma possibilidade para obter o livro: escrever à Senhora Directora da B.P.M.P. Foi o que fiz. Enviei-lhe um e-mail seguido de uma carta, que entreguei pessoalmente nos serviços administrativos da Biblioteca.
A resposta foi-me entregue quando na semana seguinte - dia 09 de Junho - me dirigi aos serviços administrativos da Biblioteca:
“Este e alguns outros títulos encontram-se temporariamente indisponíveis para consulta e leitura por razões técnicas (…) A Biblioteca não tem possibilidade de resolver esta dificuldade tão rapidamente quanto desejaria nem de apresentar uma previsão de prazo para resolução.”
Exmo. Senhor Presidente
O livro que pretendo consultar não é uma preciosidade da literatura portuguesa que deva estar arredado da cobiça de qualquer um. A B.P.M.P. não é também um daqueles mosteiros cristãos da idade média que se constituíam em fortalezas onde o conhecimento era preservado/ocultado com imensas dificuldades. Não pretendo igualmente que o Senhor Presidente se transmute no frade franciscano inglês Guilherme de Baskerville e se envolva na investigação das razões que subjazem ao aprisionamento do cobiçado livro. O que pretendo, senhor Presidente, é simplesmente ter acesso ao livro que está na origem desta carta; contribuir para que todos os livros que estão “prisioneiros” da B.P.M.P. sejam libertados, possam ser tocados por todas as mãos que os ambicionem; que estejam livres e em circulação.
Com os melhores cumprimentos,
Porto, 14 de Junho de 2006
Anexos:
Carta endereçada à Exma. Senhora Directora da B.P.M.P.
Fotocópia da carta remetida pela Senhora Directora da B.P.M.P.
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